Quem mandou matar Marielle Franco e por quê? Ativista completaria 41 anos

Executada há mais de dois anos, a investigação do atentado já prendeu 65 pessoas, mas ainda não determinou os mandantes do crime

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Foto: Arquivo Pessoal

Mulher, negra, LGBTI+, periférica e militante das causas populares. Hoje, 27 de julho, a vereadora Marielle Franco completaria 41 anos se não tivesse sido assassinada há dois anos e três meses, no centro do Rio de Janeiro. O caso ganhou repercussão internacional e até hoje a população segue questionando: Quem mandou matar Marielle?

Marielle cresceu na favela da Maré, formou-se em sociologia e fez mestrado em Administração Pública. Ela foi Presidente da Comissão da Mulher da Câmara e também coordenadora da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ao lado de Marcelo Freixo.

No Twitter, o deputado federal Marcelo Freixo exigiu justiça. “Marielle completaria hoje 41 anos se não tivesse sido tirada de nós de forma tão bárbara. Exigimos Justiça. Quem mandou matar Marielle Franco e por quê?”, declara.

Investigação

Em seu trabalho como vereadora da Câmara do Rio de Janeiro pelo PSOL, ela frequentemente evidenciava delitos, desigualdades e violência policial. Em março de 2018, Marielle foi vítima das denúncias que fazia em um crime que vitimou também seu motorista Anderson Gomes.

Já são 65 os presos envolvidos no assassinato de Marielle Franco, a maioria integrantes de quadrilhas que foram desmanteladas pela Delegacia de Homicídios e pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do RJ.

A investigação continua sem conseguir identificar os mandantes do crime. Mas a polícia afirma ter encontrado os autores do ataque: um policial militar da reserva, Ronnie Lessa, e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz. A Justiça do Rio de Janeiro definiu que os dois devem ir a júri popular .

O caso continua nas mãos do Ministério Público e da Polícia Federal do Rio de Janeiro, depois da federalização das investigações terem sido rejeitadas, de forma unânime, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

As suspeitas de que o presidente Jair Bolsonaro estaria politicamente interferindo na Polícia Federal foram levantadas na mesma época do julgamento. A família e os amigos de Marielle eram contra a federalização do caso.

Homenagens

Nas redes sociais os internautas escreveram mensagens de tributo à Marielle Franco, em homenagem ao seu trabalho, respeito pela sua memória e repulsa pelo atentado contra a sua vida.

Com repercussão mundial, o caso de Marielle tocou ativistas e vozes negras internacionais. Ângela Davis e Gina Dent fizeram questão de enviar uma mensagem para Anielle Franco, irmã da vereadora assassinada, dizendo que reafirmavam seu compromisso no enfrentamento à violência policial e desigualdade que Marielle iniciou. “A luta continua!”, disseram.

Com informações do site Último Segundo

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