Primeira madrinha de bateria transexual

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Já temos a musa do nosso carnaval! O troféu “bixa de ouro” vai para Camila Prins, a primeira madrinha de bateria transexual do grupo especial do Carnaval de São Paulo.

Camila Prins.

A moça desfilou na noite deste sábado (22) e falou pra revista Quem sobre a quebra de paradígma: “Sou a primeira trans em São Paulo a vir à frente de uma bateria. A gente tem direito de estar em qualquer lugar. Por que não uma rainha trans à frente da bateria?”, questiona.

Sua trajetória no Carnaval é e longa data. “Há 20 anos comecei na Camisa Verde e Branco. Comecei como musa, destaque de chão”, diz Camila. “No começo, foi um pouco difícil, não falava da minha sexualidade. Dizia que era mulher.”

No desfile da Colorado do Brás, Camila usou uma fantasia de pérola negra, avaliada em 50 mil reais.”O Carnaval foi um empurrão para que eu me aceitasse. Aos 11 anos, pela primeira vez, me vesti como mulher. O Carnaval me libertou.”

No país que lidera o ranking mundial de assassinatos de pessoas trans nos últimos 10 anos, de acordo com dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), o protagonismo de Camila é um ato de resistência. Mostra a força da arte, que permite a quem quer que seja existir além das aparências!

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