
Em menos de dez dias após ser nomeado para o cargo, o Secretária de Cultura do Governo Bolsonaro, o ator Mário Frias, disse que seguirá a linha estética do patrão (Bolsonaro): “Não adianta: o patrão quer uma linha estética. E essa linha estética vai ser privilegiada”. No mesmo dia, o secretário também atacou a classe artística, que vive situação de penúria, chamando R$ 600 reais de esmola. A declaração foi dada em vídeo postado no canal do deputado Eduardo Bolsonaro.
A censura ao conteúdo ao LGBT tem sido uma pauta do Governo Bolsonaro, em agosto de 2019, o edital que havia selecionado séries de temática LGBTs para TV aberta foi suspenso. Anteriormente, o governo censurou projetos, e como sempre, desprovido de quaisquer argumentos minimamente críveis, deixou claro que a Ancine (Agência Nacional do Cinema) estará também a serviço de ser órgão de propaganda da ideologia burguesa e da extrema direita e que não serão mais liberadas verbas para produções com temas LGBTI+: “Conseguimos abortar essa missão”, comentou Bolsonaro na ocasião.
Um dos conteúdos censurados nesta ocasião foi a série cearense “Transversais”, de Émerson Maranhão e Allan Deberton, que não teve verbas liberadas pela Ancine.
Em 17 meses de desgoverno Bolsonaro, Mário Frias é o quinto secretário da Cultura, após figuras, extremamente desequilibradas e reacionárias como Regina Duarte e Roberto Alvim. Suas declarações que demonstram a continuidade da cruzada contra os LGBTs.
Do original no Esquerda Diário, com edição de Ian de Andrade